Crítica | Santa Clarita Diet (2ª Temporada)

Série de comédia tem história, enredo e, acima de tudo, graça em sua segunda temporada

Santa Clarita Diet, da Netflix

Sempre que falamos em “maratonar” uma série, logo imaginamos as histórias que envolvem heróis, lutas ou fantasias medievais. A verdade é que tem sido difícil encontrar um entretenimento para você simplesmente sentar, assistir e relaxar no sofá, sem se preocupar com tramas complexas ou confrontos épicos. E embora a Netflix possua em seu catálogo diversas opções, o seu tiro certeiro sem dúvida foi com a comédia Santa Clarita Diet, que ganhou sua segunda temporada esse ano.

Estrelada por Drew Barrymore, a série continua exatamente de onde parou na primeira temporada, narrando a saga da peculiar família Hammond: o pai Gary (Timothy Olyphant), a filha Abby (Liv Hewson) e a mãe Sheila (Barrymore), uma morta-viva. Nesta segunda temporada, a família tenta se adaptar à rotina de viver com um zumbi em casa. E desde cedo, o desenvolvimento dos personagens é notório: com os pais ocupados em manter a “dieta” de Sheila em comer carne humana, coube à Abby e seu inseparável amigo (com 3% de chance de ser um namorado) Eric (Skyler Grisondo) acharem uma possível cura para sua mãe.

Timothy Olyphant e a atriz Liv Hewson nos papéis de Garry e Abby Hammond.

A pegada original da primeira temporada de “Santa Clarita Diet” continua intacta nessa continuação. Os diálogos rápidos e bem montados, repletos de piadas misturando sarcasmo e ironia, são o ponto chave para rir em cada episódio de pouco mais de vinte minutos.

Outro mérito da série é o bom elenco – na verdade, é gratificante ver como um bom casting trouxe qualidade à produção. Drew Barrymore realmente nasceu para os personagens cômicos, e seu excelente timing fez com que ela e o personagem de Olyphant conseguissem uma química digna de aplausos. O ator, aliás, conhecido por bons papéis em filmes de ação, parece ter se encontrado no gênero da comédia.

Drew Barrymore no papel de Sheila, a morta-viva em “Santa Clarita Diet”

Além disso, a adição de personagens à série foi como chamar mais amigos para uma festa que já estava boa. As personagens de Natalia Morales (a policial Anne, madrasta de Eric) e Ramona Young (a atendente do mercado) deram à história mais camadas e, certamente, proporcionaram mais risadas.

Ao acertar no tom grotesco e ao mesmo tempo engraçado, “Santa Clarita Diet” repete o sucesso da primeira temporada. Sua capacidade em fazer cenas bizarras se tornarem engraçadas é simplesmente fantástica. Enquanto em Game of Thrones ou Vikings a selvageria das batalhas é brutal e assustadora, aqui o espectador apenas ri enquanto Barrimore devora um ser humano. O único pecado da série foi ter apenas dez episódios, e causar no público aquela vontade de saber o resto da história em tão pouco tempo.

As duas primeiras temporadas de “Santa Clarita Diet” estão disponíveis na Netflix. Você pode conferir o trailer da série aqui.

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